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8/08/2006


Som para girar o mundo

Cauê Ito / divulgação

pedro fernandes

pfernandes@grupoatarde.com.br

Com menos malas para carregar, mas com um prêmio para dar peso à bagagem, a Sonic Junior, que no ano passado virou a banda de um homem só, está de passagem marcada para se apresentar no dia 22/9 na Copa da Cultura na Alemanha, promovida pelo Ministério da Cultura do Brasil.
“Queria tocar novamente na Europa. Vou para Berlim e depois para a Áustria”, diz Juninho, atualmente o único integrante da Sonic Junior, que há três anos deixou Maceió para morar em São Paulo por acreditar que assim é mais fácil fazer contatos e aparecer. “Em Sampa, estamos mais no centro. Facilitou pra caramba.“
No ano passado, ele lançou seu terceiro disco, “Pra Fazer o Mundo Girar”, de maneira independente e no mês passado garfou o Prêmio Dynamite de Música Independente, promovido pela revista Dynamite, na categoria música eletrônica. “É muito bom receber esse tipo de reconhecimento. Isso dá uma ‘instiga‘ a mais para continuar nosso trabalho”.
Prêmios como esse, acredita Juninho, dão uma grande força para a cena de música independente brasileira, que em sua avaliação vem crescendo e melhorando a cada ano. “Ainda temos que correr muito atrás, não tem muito lugar para tocar, mas percebo que cada vez mais tem gente interessada em música independente”.
A internet ajuda a divulgar essa efervescência fora das grandes gravadoras. Mesmo tendo seus álbuns em CD, a Sonic Junior os disponibiliza em seu site [www.sonicjunior.com.br].
“A gente, que é independente, tem que fazer isso. Claro que é uma dificuldade gravar um disco. É muito dinheiro empregado. Mas aposto que quem baixa no site compra na loja. O show é a parada mais forte que você tem para divulgar seu trabalho”. E show não falta. “Tocamos no Rio, em Ribeirão Preto, Birigüi, Bauru...”.
Disco maduro – “Pra Fazer o Mundo Girar“ foi inteiramente produzido por Juninho e levou nove meses para ficar pronto. “Fiz tudo em casa no meu home studio. Sinto que esse disco é o mais maduro dos três. É o que eu mais gostei”.
O disco continua a seguir a linha da mistura de sonoridades locais com experimentações eletrônicas que foi apresentada em “Sonic Junior” e “O Mundo Lá Fora“, respectivamente o primeiro e o segundo disco da banda.
Quanto ao lugar comum em que muitas bandas caíram na tentativa de dar uma cara global a um som local ou vice-versa, principalmente a partir da década de 90, na esteira do mangue beat e de Chico Science, ele contemporiza. “É difícil misturar. Tem que saber exatamente o que você quer. Tem que ter cuidado para não virar um monstro. Não estou preso a nenhum estilo, diluo tudo no meu som. Consegui achar minha identidade”. E isso não falta em “Pra fazer o Mundo Girar“

Mistura com sofisticação

A armadilha está lá para qualquer um. “Pode misturar” virou slogan e todo mundo achou que podia fazer. Sonic Junior foi um deles, mas conseguiu escapar das formas simplórias e por vezes clichês no que diz respeito ao que há de mais básico em matéria de regionalismos.
“Pra Fazer o Mundo Girar”, embora escorregue em algumas das suas oito faixas [“Meu Caminho É Lei“ é uma delas], consegue mostrar mais sofisticação em relação aos dois álbuns anteriores .
Logo na primeira música, a que dá nome ao disco, pouco se percebe influências locais. Elas entram na receita de modo imperceptível e dão espaço para que o som ganhe características próprias.
“Suíte 909“ fica entre o dançante e o lisérgico com toques sutis de brasilidade. E melhora quando é repetida na sétima faixa com ares de dub. “Stop Emotion“embala qualquer pista facilmente e “Surdinho 16’’ fecha o disco como uma das faixas mais viajantes, criativas e complexas. Para ouvir muitas vezes e brincar de decodificá-la ou só para dançar mesmo. [pedro fernandes]

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Terça 15/08

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Espaço Jequitaia [Calçada]
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Grátis [senhas no local a partir das 19h]

Quarta 16/08

A exposição Olhares Baianos – A Gosto da Photographia Ano II reúne trabalhos de artistas como Antônio Olavo, Andréa Fiamenghi, Lázaro Roberto, Célia Seriano e Mário Neto. A programação inclui palestras e oficinas. Até o dia 26
Galeria Acbeu [Vitória]
Das 14h às 20h
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Quinta 17/08

A peça Extraordinárias Maneiras de Amar é uma aventura pelo universo feminino, inspirada livremente no livro "Contos de Eva Luna", de Isabel Allende. O texto, a direção e a atuação são de Meran Vargens.
Teatro XVIII [Pelourinho]
20 h
R$ 4

Sexta 18/08

Projeto Vale O Quanto Pesa com Jazz Rock Quartet, Alex Pochat e Os Cinco Elementos
23h30
R$ 7
Festival de Inferno com Los Canos, Vinil 69 e Paulinho Oliveira
Zauber [Ladeira da Misericórdia]
22h
R$ 10

Sábado 19/08

Garage Fest, com Leela, Mosiah e Malcom
Garage [Feira de Santana]
21h
R$ 13 [pista]
Brotas Roots Rock Reggae com Os Algas, Vulgo e Inoxidáveis
Rua Frederico Costa [Brotas]
13h
R$ 5

Segunda 20/08

Atrito Rock Fest com Aditive, Djunks, Outspace
Papagayos [Patamares]
14h
R$ 10 + 1 kg de alimento

Mentinsana com Underchaos, Barulho S/A e outras
Espaço Solar [Joana Angélica]
14h
R$ 4

Domingo 13/08

Estréia do clipe Tijolo a Tijolo, Dinheiro a Dinheiro, do baiano Lucas Santana, com direção de Luis Baia e Pedro Amorin
MTV Lab
20h30

A Vida e A Obra de Samuel Becket
Teatro Vila Velha [Passeio Público]
Das 9h às 18h
Gratuito

Imperdível

Sexta-feira
18/8
Obrigado Por Fumar
nos cinemas
R$ 7 [em média]


Cinismo antitabaco


"Obrigado Por Fumar" [Thank You For Smoking] conta a história de Nick Naylor [Aaron Eckhart], um porta-voz de uma grande companhia de tabaco que tem como função passar uma boa imagem da indústria do fumo.
Ao custo de manipulação de informações e contratos com agentes de Hollywood, ele tenta combater a campanha antitabaco de um senador que pretende colocar rótulos de venenos nas embalagens de cigarro.
O filme é uma sátira que acompanha o dia-a-dia de Nick, que inclui tentar ser um exemplo para o seu filho de 20 anos. A direção é do estreante Jason Reitman e tem no elenco Katie Holmes, Rob Lowe, Robert Duvall e William H. Macy.

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